segunda-feira, 17 de julho de 2006

Primeiro Ensaio


Ja faz um tempo que to ensaiando pra escrever, talvez desde que sai do Brasil, ou desde quando cheguei na India, ou na Jordania, ou mesmo antes de sair. Mas quanto mais tempo passa, mais experiencias e menos vontade de sentar pra escrever sobre o que passou, o que senti, o que vivi. Esta semana voltando de Jerusalem pra fazenda no norte de Israel, onde estou morando ha quase 2 meses, senti que escrever eh uma necessidade, escrever sobre o agora, como estou vendo, percebendo e lidando com os encontros de cada dia.
Talvez escrevendo pra mim mesmo e compartilhando com quem tiver curiosidade pra ler e trocar, pelo prazer de escrever.


No final de semana estive entre Tel Aviv e Jerusalem, com direito a show do Olodum ao ar livre, jantar de shabat (dia de descanso judaico) na casa de uma amiga e noites tranquilas num "kibutz" que ja nem eh mais kibutz.
O estado de guerra que o pais se encontra esta sempre presente, seja no radio do onibus, nas TVs em casas e ruas, ou permeando conversas, como um assunto excitante e "novo" a ser discutido. A sensacao de tensao no ar vem crescendo, talvez pela repetitividade das mesmas frases, pelas mesmas reacoes, ou pelo maior numero de bombas e cidades atacadas.
Nos encontros com pessoas novas ou que nao via ha tempos, sempre vem a pegunta se nao estou com medo de estar aqui, se vou continuar por aqui, pra ter cuidado com as bombas (essa eh boa...), acho que perguntas e comentarios basicos em um momento de guerra.

Nas casas no kibutz onde estava por uns dias, as familias centradas nas TVs ouvindo comentaristas e mais comentaristas (estes que parecem bem felizes na TV), imagens de destruicao e morte. Fui me sentindo cada vez mais fora do contexto, talvez por nao falar bem hebraico, talvez por nao ser cidadao israelense, mas acho que principalmente por escolha, escolha de nao querer entrar nessa onda, nao querer participar desse jogo.
Voltei para fazenda organica onde estou agora via Haifa, no norte de Israel, que havia sido bombardeada pela manha, com as ruas praticamente desertas em pleno dia de semana, trens parados, os poucos onibus lotados e rostos talvez um pouco mais tensos, os mesmos soldados de sempre com suas megametralhadoras nos ombros, normal para um domingo no inicio da semana, so que mais visivel agora com o menor numero de civis nas ruas.
Por que sera que ficamos em casa quando estamos com medo? Talvez pois nos sentimos mais protegidos sob um teto totalmente vulneravel, talvez pois nos sentimos no controle assistindo TV e sabendo onde caiu a ultima bomba (pelo menos com o controle remoto na mao...).
Por que a gente se fecha no medo? Essa pergunta me vem de tempos em tempos e sempre me traz muitas reflexoes, mas talvez a principal questao eh porque continuamos escolhendo pelo medo e se fechando cada vez mais. Gosto das analogias que me aparecem entre o movimento do medo em cada individuo, nas familias, comunidades, paises e continentes.
Agora em Israel esse movimento que eh constante, fica mais exposto e explicito. As fronteiras totalmente vigiadas, a reacao forte alem delas tentando afastar o "inimigo" pro mais longe possivel, a culpabilizacao externa pela reacao violenta com a inseparavel vitimizacao, moradores se fechando nas casas, bunkers e tudo aquilo que ja sabemos.
Esse movimento todo a partir do medo de perder o que foi construido, todo trabalho arduo empregado, medo de abandonar os frutos esperados, o conforto, o dia-a-dia previsivel mesmo que em clima de guerra constante.
E me pergunto se estou julgando com informacoes limitadas, mas vejo que eh uma auto-avaliacao, uma analogia direta. Como pode um alergico desde pequenininho nao se ver nessa situacao que se repete ao longo dos anos? O que eh uma alergia senao uma reacao exagerada a um "invasor externo"? A vontade num momento de crise eh de fechar todas fronteiras com o mundo externo, ficar numa bolha flutuante com raios especiais pra matar todos acaros, pernilongos e seres nao bem-vindos presentes no ar. E me confronto com meus medos e questiono o que quero manter como estah, o que nao quero deixar mudar, o que continuo seguindo de forma automatica. E essa nao eh uma daquelas perguntas que se faz numa faculdade (nem mesmo de Psicologia...), pois a resposta da trabalho de responder e de corrigir, eh longa, complexa, muitas vezes sem palavras, sem consciencia dos fatores, ou mesmo sem resposta pra agora.
Da mesma forma aqui em Israel, grande parte das respostas sao complexas e principalmente dificil de serem aceitas, o que nao deixa de ser uma falta de sincerdade consigo mesmo, de assumir a responsabilidade. Por exemplo, o que seriam dos politicos que definem os rumos do exercito se ja nao houvessem fronteiras que definam o pais? Talvez nem mais o cargo existiria. Como pode um politico que vive do conflito diario de ideologias aceitar o fim da sua funcao? E aqui estou eu a falar de mim mesmo, como posso aceitar um eu sem fronteiras sem deixar de ser eu? Se deixar de me auto-definir como esse corpo com essas fronteiras, serei ainda eu? Sera que esse eu morre?
Esse ponto eh crucial, pois mexe na fragilidade do conceito de morte. Sera que temos medo de morrer ou medo de estar completamente vivos, presentes, sem passado pra agarrar ou futuro pra se imaginar?
Vamos achando que morrer eh um instante a ser adiado e esquecemos que podemos estar mortos agora, mortos no automatismo, na repeticao de reacoes, como fantasmas seguindo padroes pre-definidos e sentindo-se vivos ao ver outros fantasmas seguindo os mesmos padroes no piloto automatico.
E entao a culpa pelo meu desconforto e sofrimento eh do acaro, do pernilongo, da formigas, abelha, palestinos, arabes, nazistas, inquisidores. Falo aqui de mim e de Israel mas eh so trocar o nome, pais, religiao, comunidade, e tudo continua valendo.
E agora na fazenda organica onde estou, onde talvez alguns nao compartilhem cegamente dessa cultura do medo, onde nao ha TV com seus comentaristas de guerra por escolha, tenho a chance de olhar o mesmo mundo de outro ponto-de-vista. E aqui vou aprendendo a dormir com as formigas no quarto, com os gatos e seus pelos pela sala, com o po na colheita no milharal.
E entre espirros e manchas vermelhas nos bracos vou escolhendo casa vez mais expandir minhas fronteiras, com toda suas dores e prazeres, ate o ponto de perceber que nem minhas sao essas fronteiras. Ate o ponto de nao fazer mais diferenca onde estou.

32 comentários:

  1. mano, mandou!
    procura o livro "de beirute a jerusalem" de thomas friedman do fim dos anos 80...
    cox - brooklyn, sp, brazil

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  2. Grande André, quem lhe escreve é o Zé Renato com bastante saudade e você. Curti muito essa possibilidade de ter notícias tuas e ainda dessa forma, vendo compartilhadas tuas mais profundas reflexões e insights que a vida está te propiciando. Abração. Zé

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  3. Fala André, cara, adorei sua estréia Bogglista!! Sabe que eu mal tenho conseguido estudar nos últimos dias, totalmente imerso nos últimos acontecimentos e tentando obter a maior fonte de informações possíveis...

    Sua opção de não se deixar entrar na onda me parece mais uma consequência de estar aí no meio, e ao mesmo tempo só de um lado, e ainda assim parece que não é bem assim né, parace que o senhor está mesmo é querendo falar, não é?? ganhamos nós, que tento queríamos saber como andavam suas andanças por aí...

    E aproveite a oportunidade pra viver isso, experiementar o que está se passando ao seu redor. Seu relato é muito bom e instigante... mas acima de tudo me fez lembrar de um dos melhores livros que eu ja li, Viva o Povo Brasileiro, do João Ubaldo Ribeiro. Ele conta a trajetória de uma alma brasileira e assim constrói um épico sobre a identidade do povo brasileiro. Até que na última morte dessa alma, em uma vila da Bahia, o velho diz a uma criança antes de morrer: (~) voce pode ser tudo o que quiser na vida, voce tem que ser tudo, mas antes voce tem que ser voce mesmo.

    Acho que é mais ou menos esse o caminho pra acabar com nossas fronteiras... enfim, aproveia ai e até já! Abração
    André (previato)

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  4. Melmero,

    Adorei o seu Blog, e o que esta escrito, descreve exatamente o seu eu !!!
    Te vejo no Domingo.

    Abração GORA

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  5. oi querido irmao
    blog, palavras, nao pare de por pra fora, é bom pra todos
    viaja...
    qualquer trem que pegamos...
    o trem se move, mas tu nao te moves de ti
    beijos
    saudades
    xaxa

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  6. Fala Dé....
    Muito bom amigo ouvir(ler) de vc nesses tempos.Me peguei pensando será que o André ta lá na loucura???Que bom receber esse email.
    Lembrei de qdo estava em NY no "11 de setembro" , onde pude acompanhar da janela do apartamento de meu irmão, no brooklin(fora da ilha), parte dessa historia ou um pré-reflexo dela ....
    Muita onda mesmo.
    e vc fica ai ainda ?
    eu voltei de Ny em uma semana no primeiro voo que pôde decolar da minha companhia aerea....
    Tem voo saindo dai , como está isso?
    E as pessoas tem que visão de tudo , são mesmo gde maioria os que defendem os ataques?
    Existe uma critica interna ao menos?De alcance popular?
    Louco é que somos nós lá tb.
    Mas prefiro estar nesse outro lugar que pouco importa onde é....expandido....sem fronteiras....
    Estamos tentando.
    por aqui tb pouca tranquilidade em volta , mas dentro tem estado calmo , gças a Deus.
    Saudades cara.
    Bjo gde .
    Dá noticia...
    Betão.

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  7. André incrível vc estar nessa sua peregrinação... faz 5 meses que te encontrei na Índia e te digo irmão, aprendi muuuito contigo... Quando voltei minha vida toda virou 360 graus...confia e entrega, luz e paz no seu caminho, Beijos Lya

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  8. Enjoy reading your blog.Even we´re not keeping in touch in Brazil, it´s good hearing some words from ya,specially ya´re living in Israel for while now.
    Kol tuv
    Ricardo

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  9. Notei uma grande semelhança entre o seu texto e o texto que eu estava lendo no trem hoje de manhã; umas linhas de "vagabundos iluminados" de Jack Kerouak. Chego a conclusão de que a liberdade é uma das drogas que mais fazem viajar.....
    Manda um beijo pras formigas!

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  10. Oi De!!
    Fiquei tao feliz de receber esse e-mail com o seu blogg.
    As fotos estao sem nocao!!! lindas demais...adorei tb seu texto...e AMEI poder participar de tudo isso!
    Vc ja ta voltando pro Brasil?
    Quando tiver oportunidade vem pra Santiago fazer uma aula de yoga comigo!
    Se cuida, fica com D'us!
    SAUDADES,
    Be

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  11. Caralho, Andre, que tesao ler este teu blog! Vou voltar muito aqui pra ler mais!!
    Irmao, gostei de ouvir que voce nao se deixou contagiar pela guerra. Eu tive de aprender isso rapido, ou ia me entristecer a cada dia que fosse trabalhar, a cada nova reportagem sobre corpos e mais corpos esmigalhados em Israel, Palestina or anywhere...Fiz (ou ainda faco...) parte dessa maquina de botar medo nas pessoas, essa maquina de informacoes repetidas sobre a guerra, e confesso ter pegado um bode dela..
    Bom saber que resolveu peitar as pestes, as formigas e os pos, assim eu te aguardo em London next week com mais uma dedetizacao basica na sala...
    abracao! See you very soon!

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  12. Ola Melman
    Que belo texto. Quer dizer que depois de Findhorn tu foi eh parar em fazenda organica em Israel? Que otimo. Eu as vezes ainda volto la pra acampar no meio da floresta atras de Moira (o moinho :) e ver os velhos amigos. Preciso de breaks da minha vida inglesa e as vezes pego o trem e vou nascer e morrer um pouquinho, esquecer as fronteiras, os medos... Amei seu texto, volto aqui com certeza pra conferir os proximos. Tudo de bom pra ti moco. bjs Ju fridman

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  13. Ola Melman
    Que belo texto. Quer dizer que depois de Findhorn tu foi eh parar em fazenda organica em Israel? Que otimo. Eu as vezes ainda volto la pra acampar no meio da floresta atras de Moira (o moinho :) e ver os velhos amigos. Preciso de breaks da minha vida inglesa e as vezes pego o trem e vou nascer e morrer um pouquinho, esquecer as fronteiras, os medos... Amei seu texto, volto aqui com certeza pra conferir os proximos. Tudo de bom pra ti moco. bjs Ju fridman

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  14. André,
    Puxa!!!! Fico muito feliz de ter notícias suas. De saber que você está enfrentando sua "alergias" e vivendo algo tão diferente de tudo, até então.
    Mil beijos
    Eliete

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  15. Fala Andre !!

    Espetacular seu blog, espero que voce cumpra a promessa de mante-lo atualizado (nao com a mesma frequencia com que voce responde e-mails, espero...)

    Grande abraco !!

    Rapa

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  16. "Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem.
    Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens"
    Guimarães Rosa

    Andre,
    Adorei receber noticias. Muita paz para vc.Bjs.
    Vania

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  17. E..... Meu.
    Eis que nas próximas páginas... O cara cita Roy Hamilton; desde então desconhecido por mim. Faço um download;a musica se chama "everybody's got a home but me" e o cara só fala na tal liberdade. Ou coisa assim. Aproveitando, quero dizer que há 1 mês peguei uma bicicleta e fui pra casa do Staroba.Atravessei parte do canal, e quando cheguei lá nao soube chegar na casa dele. Quase morri atropelada pois nao sei regras de trânsito para bikes e então não me restou muita informação , desde que eu não tenho nenhum modo de contato "anymore".
    Por favor me diga onde se encontra o fio do Sataroba.

    Beijos

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  18. Não é Sataroba.
    Staroba. Wine

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  19. Dezito,
    Que loucura, ne? Olha, so posso dizer que e isso mesmo. E tudo a mesma coisa, os limites do corpo, da mente, das casas, das nacoes, da moral... nao importa. Labels. Fazem as pessoas se sentirem mais seguras, mais vivas. Mesmo que atraves do medo. Porque sem isso... o que sobra?? Da ainda mais medo! Incrivel, ate mesmo brincar de guerra pra continuar mantendo essas fronteiras vale. Guerra contra si mesmo ou contra outros. Tudo antes de perder a identidade!

    De, no meio dessa loucura, e um privilegio estar passando por parte disso tudo com vc. A gente poder conversar ja e um alivio, seja da alergia, seja da guerra com o Hezbolla ou o Libano. Tanto faz. Prometo que quando aliviar a situacao mando sua sacola com os CDs que esta la em casa no norte no meio da guerra, pois a verdade e que eu ja quero voltar pra casa, so que sem bombas!

    Beijo grande e aproveita seus ultimos dias na fazenda organica da Iris!

    Silvina

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  20. Mel, que delícia receber notícias suas. Pelo visto ta conseguindo fazer a viagem pro seu próprio interior que vc tanto queria. Apesar de sentir que esta viagem não está sendo muito fácil pra vc, tenho certeza que vai valer super a pena.
    Ouvir notícias do Staroba e da Silvina também foi muito legal. Se puder, me manda o email deles. Espero que a situação por aí melhore logo, mas pelo que entendi vc ta indo pra Europa. Ve se mantem a gente informado e aproveita tudo e todos.
    Super beijo,
    Jó.

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  21. Fala Melmero, blz?
    Show de bola esse tal de blog... Vê se continua escrevendo

    abraço, Testa.

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  22. grande Melmeiro....
    como diria o mestre....
    VIVA AS ALERGIAS....HEHE
    abs
    CAXA

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  23. Olá André, sou amiga da Xaxa, li seu blog e gostaria de te oferecer uma coisa:

    (...)Sempre há o Vento
    Somente assim é possível continuar
    E a vontade de ser
    Por que és um, porque sou eu, porque somos sós e isso passa a ser eterno.
    Um espírito inconquistado,uma alma eternamente livre.

    E o que tem amor nunca acaba.(...)

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  24. J. Wanderley e Valeria Cunha20 de julho de 2006 às 12:35

    Olá André!

    Demorou mas vc resolveu botar pra fora suas vivências. Estamos todos aqui num misto de apreenssivos e até preocupados com a situação que vcs estão vivendo aí. Pensamos sempre na paz mas sabemos dos limites que cercam este objetivo.
    Tudo a ver com os limites do corpo, da mente, das casas e das fronteiras geopoliticas.

    Um grande abraço nosso e saudades em nossos corações.

    wdy/ Val/Enrico

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  25. Dé,
    Muito legal poder compartilhar das suas viagens internas e externas - e saber que não sou a única corajosa maluca! Pelo que li dos demais comentários, tenho certeza que o que vc escreveu despertou milhares de outras viagens...
    Adorei as fotos e, acho que pra quem esteve na India, dormir com formigas deve ser algo bem divertido! Nada como superar seus limites!
    Aprendizados de uma menina corajosa:
    Não tenha medo de sentir medo!!!! O medo é um instinto de sobrevivência animal! Graças a ele nos mantemos vivos! Por isso, enquanto outros se fecham nas suas próprias casa, não se feche para o que vc não quer ver ou sentir - isso não deve ser ignorado, apenas para que vc continue sua viagem conforme planejado, ou para que a rotina não se altere. Mas cabe a ao intelecto interpretar e decidir o que fazer com o medo que sentimos.



    "Life consists of contradictions. You should know the day, its beauty; you should know the night and its beauty. And remember, they are not separate. Every day brings you to the night, and every night brings you to the day. It is one wheel, one circle, one organic whole. Once you understand that, then in your life there will be a wholeness; nothing is rejected, everything is absorbed. And to me, to experience life in its wholeness is the only holy thing.”
    OSHO

    Divirta-se!
    Bjs, Micha

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  26. E aí, blogero! Eduzito enviando as melhores energias pro seu destemido estar onde a notícia acontece. Ler você foi, por vezes literário, poético. E sempre rico. Acho que cuidado com as bombas não é um conselho a ser ridicularizado. Parabéns pela iniciativa de escrever. Saúde!

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  27. Melmeiro
    Nos envolva em idéias e ideais, assim podemos aprende mais...
    Abraços do hemisfério sul! Tudo de muito bom,
    Bnai

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  28. André,
    Muito legal ter notícias suas.
    E amei ler seu blog.
    Imagino realmnente a profundidade dessa experiência pela profundidade de seu texto. Mesmo que qualquer texto jamais consiga refletir com perfeição a realidade tanto interna como externa.
    Se cuida.
    Super bjs
    Juliana

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  29. Querido Andre...
    Linda tua escolha de viver essa experiencia.
    Saude e paz nesse coracao...
    Torcendo por vc !!!!!

    Um beijao,

    Camila.

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  30. Oi Andre!

    A gente, de repente mudou de direcao e acabamos nao falando tchau.
    Eu te desejo o melhor da viagem e acho que voce pode acreditar no (estalar de dedos) porque a melhor coisa e ser crianca grande. E se voce mudar de nome por favor, me avise!
    Beijo
    vivi

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  31. Andre,
    Que bom receber noticias suas. estou adorando todo o seu roteiro. Como eu te disse antes de vc viajar, vc esta fazendo o que eu sempre sonhei em fazer, mas a vida acabou me apresentando outros prazeres, outras buscas. A Luana minha filhota é a coisa mais linda,ela é super risonha, muito divertida. Voce precisa conhece-la. claro, aqui em casa so entra verdura organica...heheheh
    Beijos
    Melani

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  32. Hei Dé! Gostaria de deixar uma msg que encontrei no livro de nosso amigo Dan Millman.
    " A verdadeira viagem de descoberta não consiste em sair à procura de novas paisagens, mais em possuir novos olhos" Marcel Proust
    Compartilho a alegria de ver que está encontrando junto com as novas paisagens, novas formas de olhar.
    Beijo e um grande abraço, Mari.

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