domingo, 13 de setembro de 2009

O Contador de Estórias

Texto publicado na coluna Satcine da revista Yoga Journal - Set 09 - André Melman.

O cinema sempre me ofereceu um pote de possibilidades, percepções e insights. Desde ET, meu primeiro herói que curava plantas e pessoas com um toque de dedo, os filmes vem expandindo minha visão de mundo e de mim mesmo.

Quero compartilhar os presentes que recebi ao assistir este filme de Luiz Villaça, em cartaz e baseado em fatos reais.
Roberto Carlos teve uma infância bastante comum em capitais brasileiras, viveu entre a recém-criada Febem e as ruas do centro de Belo Horizonte nos anos 70. Seria uma estória a mais de desencontros, que tem seu destino modificado pela presença de Margherit Duvas, pedagoga francesa que se interessa pelo relato de vida do menino, que já era dado como perdido.

Margherit representa aqui o poder da escolha: mesmo com todos os medos, escolhe confiar no que sente. A cada ameaça, seu foco permanecia na inocência, e a criança ferida foi se abrindo para uma possibilidade esquecida: o amor. Roberto Carlos é hoje um contador de estórias de fama internacional, compartilhando sua verdade com crianças de todos tamanhos mundo afora.

Ao escolher ver o real e permanente por trás de tantos medos e traumas, Marguerit ensinou sendo, sem teorias ou filosofias. E eu pude me conectar com essa criança inocente e verdadeira, em mim, em cada um, além das defesas criadas por anos de batalha.

O cinema novamente me trazendo de volta, que bom.

Um comentário:

  1. hummm... estou precisando mesmo de entreterimento edificante! rs... que bom encontrar aqui o testemunho do seu olhar cheio de sensibilidade!vou aceitar as suas sugestões!
    ("A vida dos outros" realmente é surpreendente. Arte!)
    bjo!

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