Uma linha fina, delicada.
Estar vivo de verdade, é caminhar como um equilibrista, é se perceber vulnerável a cada momento.
Estar vivo é muito delicado, é raro, e vai muito além de perambular pelo mundo.
Envolve aprender a estar só, para estar junto. Inclui ser sensível, com todos os poros, em contato com uma força que existe como pano de fundo.
Sabemos que estamos vivos quando não há compromisso algum que vá além da nossa verdade, de nossa ética mais profunda. Sabemos que estamos no limite do viver quando a abundância toma lugar da percepção de falta.
Falo da experiência de um vivo-morto, no aprendizado do ser só, no meio de tantas lindas companhias. Que está aprendendo que qualquer compromisso no mundo, é somente uma suave consequência do compromisso com a vida, que pulsa por detrás de cada movimento.
Vivo-morto pelas muitas partes, células, órgãos a serem ressucitados e realinhados com tal pulsar.
Vivo pois já se percebe como parte desse fluxo além do tempo.
Morto quando acredita que é dependente, quando compromete sua verdade em troca de algumas migalhas.
Vivo ao sentir uma alegria por detrás de tantas emoções que flutuam ao longo de um só dia. Morto quando se finge de independente, e se coloca frio perante o outro com medo de depender.
Vivo ao abrir os olhos no meio do mundo e encontrar um outro em sua nudez.
Morto ao temer a própria vulnerabilidade e fugir da beleza por detrás da dor.
Estar só é a delicadeza de encontrar um outro "solitário". A solidão nada tem a ver com os papéis que representamos. Estar só é um estado, uma visão de mundo. Estar só é ir ao encontro de si para encontrar o outro por inteiro. É preciso se ver só para se ver conectado realmente.
Aqui solto palavras, de quem nada para cruzar o rio novamente. De quem já se achou vivo, já se viu morto, e se esforça para abrir os olhos no meio da correnteza.
Falo aqui de um lugar suave, em movimento. De um lugar conectado com uma força, que liberta, que permite tamanha sensibilidade e dor. Tamanha sensibilidade e encantamento por esses mundos afora e adentro.
Lindo Dé!! Recebi ontem um pequeno texto que diz assim "Existe uma satisfação, uma alegria, de se viver com autenticidade. Sem
ResponderExcluirfingimentos. Sem defesas. Sem ofensas. É preciso muita força para mostrar nossas fraquezas ao mundo.
Quando exibimos nosso desejo de controle ou nossa raiva ao outros, o que estamos realmente lhes mostrando? O quanto somos fracos. Descontamos nossos sentimentos negativos em todos à nossa volta porque temos medo de sermos autênticos.
Seja vulnerável hoje. Entre em contato com aqueles sentimentos tão moles quanto geléia se escondendo atrás de uma fachada tão dura quanto uma pedra.
bjos!!!
Ma